dedicação pela vida

Hospital que faz a diferença

O Hospital da Criança de Brasília José Alencar foi inaugurado em 23 de novembro de 2011, mas o diferencial que traz em qualidade de atendimento já começa a fazer parte de lindas histórias. Histórias de vida como a do casal Máximo Migliari e Daniela Guima, pais dos gêmeos Theo e Noah, contada em uma carta enviada por e-mail para a presidente da Abrace, onde Daniela relata a diferença que faz o atendimento oferecido pelo HCB.  “São depoimentos como esse que nos mostram o quanto nossa decisão de construir foi assertiva. Valeu a pena enfrentar o desafio de construir o hospital, pois ganhou a sociedade e principalmente as crianças,”, explica Ilda Peliz, presidente da Abrace e destinatária da carta.

Confira agora trechos da carta enviada por e-mail em 12 de junho. A carta na íntegra poderá ser lida no site da Abrace.

  Brasília, 12 de junho de 2012.

 Carta de agradecimento

  Prezada Ilda,

Essa carta registra nossa gratidão pelo dia de hoje. Dia este em que nosso querido filho, Theo Teixeira Migliari, teve alta do tratamento com infusões de imunoglobulina no Hospital da Criança. Foram 19 meses de tratamento, desde quando soubemos de seu problema de imunodeficiência devido à prematuridade. Descobrimos a questão quando ele tinha apenas quatro meses de vida

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Não foi fácil o começo do tratamento no Hospital de Apoio. Mas, mesmo lá, com tantas limitações, sempre fomos cuidados e o Theo sempre recebeu muito carinho e atenção. Até que chegou a super novidade com a transferência para o Hospital da Criança. Um lugar incrível, humanizado, alegre. E pensei comigo: “Que decisão acertada essa! Agora estamos tendo atendimento de primeiro mundo, e em um hospital público!”.

Quando entrei no hospital pela primeira vez, as lágrimas rolaram no meu rosto de tanta emoção. Há muitos anos atrás, com 20 e poucos anos, época em que não pensávamos nem em ter filhos ainda, eu e meu marido fomos voluntários da Abrace. E a gente nunca imaginou que um dia precisaria usufruir desses serviços. E me senti no meio de uma feliz coincidência, como num daqueles momentos decisivos em que temos a certeza de que nada é por acaso.

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Lá, todos sabem o nome dos meninos. Sempre os chamavam, a cada um, pelo seu nome: Theo e Noah. Quando o Noah não vinha para a consulta (ele não precisou de transfusões, mas sempre foi monitorado), a turma perguntava por ele. Cada lugar: a recepção, a triagem, a entrega dos remédios, as consultas com enfermeiras e médicas, a sala de medicação. Tudo lindo, com rostos receptivos e carinhosos. A nutricionista, a turma da cantina, a enfermeira Lorena que procura o tempo todo reunir mães num grupo de apoio psicológico. Os voluntários da Abrace que passeiam pelas salas oferecendo Reike ou risadas com seus narizes de palhaço. É tudo tão bonito que eu sempre me emocionava nos vários dias em que lá estive.

Enfim, Ilda, essa soma toda de gente, de talentos, de esforços, da sociedade civil que investiu tanto dinheiro lá. A alegria de ver o dinheiro bem empregado, na assinatura de cada ala do hospital, faz a gente acreditar na vida, nas pessoas e no poder da mobilização social.

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Sou muito, muito grata por tudo. Escrevo aqui, em nome da minha família e em especial do meu marido, Máximo Migliari, que sei assinar embaixo de cada palavrinha aí acima. Receba nosso abraço, admiração e gratidão. Parabéns por transformar sua dor em alívio e cuidados em horas difíceis para tanta gente! Que Deus a abençoe, abençoe todos os funcionários do hospital e todos os pacientes.

by acls us
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