dedicação pela vida

Assistida da Abrace supera o câncer e demonstra maturidade ao encarar a doença

 

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“Disse uma flor para o pequeno príncipe: É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas” (Antoine de Saint-Exupéry). Assim também é a vida para Marina Rodrigues: como uma flor, foi preciso suportar as adversidades para, com êxito, perceber como é bom viver. Aos 3 anos, a doce garotinha foi vítima de uma leucemia, enfrentou um duro tratamento, mas hoje, aos 7, está livre da doença. E celebra!


Uma das maiores dificuldades quando se fala em câncer infantil é o diagnóstico precoce, já que os sinais e sintomas se confundem com muitas doenças simples da infância. No caso de Marina, surgiram manchas roxas pelo corpo, febre alta e dores nas pernas. “Eu era muito pequena, mas lembro que foi triste”, diz.


A menina saiu de São Félix (BA), para dar início ao tratamento em Brasília e à época, ficou hospedada na Casa de Apoio da Abrace. A mãe, Aélia Rodrigues, explica que paralelo ao câncer da filha, tinha acabado de ganhar neném, o Henrique. “Aos quatro meses de vida, tive que deixar meu pequeno com parentes para que pudesse acompanhar Marina. Foi difícil, não pude amamentar o meu bebê, mas Marina precisava de mim. Eu sabia e acreditava que logo ela estaria curada”, revela.


Mas foi exatamente a vinda do Henrique que trouxe mais força para Marina. “Quando ela sentia dor ou saudade de casa, ela lembrava do caçula e se estimulava com o tratamento, com o intuito de ficar bem e voltar para casa ver o irmão. É a força do amor genuíno, tão puro como Marina”, acrescenta Aélia.


Aélia conta que Marina foi forte e madura. “Nos dias de tomar quimio e fazer a punção lombar, minha filha fechava os olhos e se concentrava”, lembra emocionada. “Não queria enfermeiros me segurando. Minha mãe se sentava, depois eu mesma agarrava minhas perninhas na cintura dela e abaixava a cabeça. Deixava os médicos me darem a injeção. Eu só pedia a Deus para me ajudar e que acabasse logo”, completa Marina. A punção lombar costuma ser um procedimento muito dolorido, consiste na aspiração de um líquido localizado entre as membranas e que forram a medula para exame citológico e também para quimioterapia.


Porém, a estadia de Marina em Brasília não se resume a momentos dolorosos ou tristes. A doce e simpática menina conseguia levar uma vida normal – brincava de boneca, jogava quebra-cabeça, jogo da memória e lia gibis. “Meu preferido é a Turma da Mônica”, salienta. A pequena diz ainda que, de tudo, não foi tão ruim. “Fiz muitos amigos no hospital, ganhei uma família aqui e graças a escolinha da Abrace, aos quatro anos eu já sabia ler e escrever”, conta toda orgulhosa, destacando também: “A primeira palavra que li sozinha foi Novo Horizonte”. De fato, para Marina a vida já passava a ter um novo horizonte.


Segundo Aélia, na Abrace elas se sentem acolhidas. “Todos são maravilhosos, do pessoal da limpeza à presidência. Na Abrace todos têm direitos iguais e os colaboradores nos ajudam da melhor forma possível afinal, quem ama de verdade, abraça”, declara sorrindo. Marina reforça e, afirma que a Abrace foi fundamental, mas para ela, o mérito vem do céu. “Todas as noites pedia para que Deus trocasse meu sangue por um sadio. Existe um Deus e Ele me curou. Se não fosse Ele, eu não estaria aqui”.


Agora, após o longo tratamento e livre da doença, Marina volta para sua cidade, para seu irmão e parentes. Ela comemora: “Eu não sei explicar, mas sinto algo tão alegre e tão bonito no meu coração. Eu estou bem e feliz!”. Quando questionada qual o segredo para não se render ao câncer, ela é enfática: “É preciso confiar na mamãe, respeitar os médicos e pedir a Papai do Céu para que te ajude. Assim eu fiz e assim falo para meus amiguinhos. Alguns eu já perdi, o câncer levou, mas eles estarão em meu coração pra sempre. Estou livre do câncer, ainda bem (suspira), mas ele me ensinou muito, me ensinou a cuidar do outro e a amar”, conclui.

by acls us
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