dedicação pela vida

Assistida da Abrace não esconde felicidade ao vencer o câncer

 Assistida nao esconde felicidade

Com um sorriso largo e brilho no olhar, Mariana dos Reis (14), não esconde a felicidade. Após a notícia de que está livre do câncer, sua rotina mudou e os dias estão mais leves e coloridos. “As idas ao médico foram substituídas pela academia, vejo com mais frequência meus amigos, vou a escola e hoje levo uma vida normal”, comenta a mocinha.

A jovem ficou por dois anos e meio em tratamento, mas até chegar ao diagnóstico correto não foi fácil. Mariana se queixava de dores na coluna e nos ossos da perna. Não entendia o que estava acontecendo, já tinha passado por vários especialistas e chegou a perder 10kg em uma semana. “Eu perdi completamente o apetite e só piorava. Fiquei hospitalizada por 10 dias e tive 10 diagnósticos diferentes”, lembra.

Para tentar alegrar a filha, a mãe Luciana dos Reis organizou uma viagem. “Tentei animá-la, achei que pudesse ser algo emocional. Mas não adiantou. Ele teve um desmaio e sangramento nos olhos. Ela chorava de tanta dor na cabeça. Terminada a viagem, decidimos ir ao Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib)”, conta.

Ao chegar ao Hospital, Mariana fez e refez exames. “A médica foi um anjo, cuidou de mim e deu um diagnóstico preciso, embora muito chocante. Eu tinha leucemia (LLA)”, diz. A partir de então, Mariana foi encaminhada para o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) e Abrace. No início não sabia como lidar com tudo isso. Meus cabelos caíram e desenvolvi a síndrome do pânico. Engordei bastante e não queria meus amigos por perto. Por este motivo, estudava em casa e via online”, explica.

Mariana que, no desenrolar da sua adolescência vivia uma fase cuja sociabilização era fundamental, acabou se isolando por não aceitar a doença. “Foi um momento difícil pra mim, uma experiência que não desejo a ninguém. Quando meu cabelo começou a cair as pessoas reparavam e faziam comentários, faziam piadas. Eu ignorava, mas acabei me fechando para o mundo”, revela. A mãe Luciana acrescenta que o acompanhamento com psicólogo ajudou muito. Luciana diz que sofreu junto com a Mariana. “É doloroso ver seu filho nesta situação. Houveram dias que eu ficava tão triste. Mariana percebia mas não se manifestava, então eu apenas a abraçava e dormíamos juntas”, fala.

Segundo Mariana ter maturidade para encarar o câncer e vontade de viver são fundamentais. “Depois de longas sessões com o psicólogo, reavaliei meu quadro e percebi o quanto é importante a gente não se entregar a doença e ter boas expectativas. Isso muda tudo. Eu fui passando a entender melhor sobre a leucemia e ia replicando o conhecimento para meus familiares e amigos mais próximos. O processo foi ficando mais tranquilo e eu já aceitava minha situação. Eu só queria voltar a viver com saúde e isso era o que mais importava”, enfatizou.

A mocinha acentua que o papel da Abrace foi especial. “Eles me acolheram e cuidaram de mim como uma filha. Na Abrace me sinto em casa, à vontade. Recebo carinho e os profissionais são pessoas maravilhosas”, afirma. Para a mãe, graças a Abrace e toda a equipe médica, esta foi uma etapa vencida. “Estamos felizes e Mariana radiante. Ela foi guerreira, evoluiu como pessoa e enfrentou seus conflitos. Tenho orgulho dela.

by acls us
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