dedicação pela vida

A hora do adeus

Quem é desligado da Abrace leva amigos e deixa um pedacinho do coração.

Foi com um longo e apertado abraço que George Arantes se despediu da voluntária Neila Barbosa. “Já estou com saudades”, disse ela.

Como completou 21 anos, George foi desligado da instituição, cuja missão é assistir crianças e adolescentes. Entretanto, o jovem não está desamparado e vai continuar fazendo o acompanhamento no Hospital de Base.

George é natural de Xinguara (PA), mas nesta segunda (24/04), volta para Bom Jesus da Lapa na Bahia, onde morou por algum tempo. Em Brasília, ele deixa algumas boas histórias e amigos, como Claudenir, que teve leucemia e, depois de mais de dois anos de quimioterapia, está com a doença controlada há seis meses. Agora, só vem uma vez ou outra para a capital para fazer o acompanhamento no Hospital da Criança de Brasília José de Alencar.

Aos três anos de idade, George descobriu feridas no couro cabeludo, mas só foi diagnosticado com o câncer aos 17. Durante um ano fez sessões de quimioterapia uma vez por semana e, chegou a passar meses seguidos na Casa de Apoio da Abrace, onde conheceu muitos amigos, como Claudenir Pimentel, de 15 anos.

Os dois jovens se tornaram grandes amigos e já fazem alguns planos para o futuro. George está no 2º ano do ensino médio e pensa em ser advogado. “Quero resolver os problemas das pessoas, assim como muitas pessoas resolveram os meus”, explica. Claudenir ainda não sabe muito bem a profissão, talvez professor, mas não tem a disciplina definida. Os dois já se imaginaram até morando juntos em Brasília. Já pensou? A mãe dele, Luiza Pimental, apoia: “Quando ele for maior de idade poderá alugar uma casa e trabalhar, pois já saberá o que fazer da vida”.

E o que eles mais gostaram durante o tempo em que ficaram na Casa de Apoio? O Claudenir mesmo conta: “Os amigos, nunca vou me esquecer do George, da Gabriela, dos Fernandos. E a gente não fez um grupinho só de adolescentes não. O Gustavinho mesmo, de quatro anos, vivia colado em mim, tinha até ciúmes quando eu estava perto do George”, conta dando gargalhadas.

Mas antes de ir embora, George deixa um recado: “A Abrace caiu do céu. Só quero agradecer muito e, se pudesse, daria um troféu para quem colabora com a instituição porque é um ótimo trabalho e ajuda muito a gente, que precisa”.

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