dedicação pela vida

Quero ser cabeleireira!

Tatá, aos nove anos de idade, venceu um tumor nos rins e sonha em trabalhar no ramo da beleza.

Pense numa pessoa que é boa de conversa. Daquelas que a gente senta um pouquinho para papear e quando vê já se passaram horas. Essa é a Edilene! Ela veio de Bom Jesus da Lapa, na Bahia, para fazer o tratamento da filha, a Tayane Vitória Bernardes, mais conhecida como Tatá.

Hoje a Tatá tem nove anos, mas quando tinha um ano e seis meses de idade, a Edilene começou a ver que a filha tinha alguns inchaços na parte baixa da barriga, estranhos, até que um dia ela passou mal e a Edilene correu para o médico. Logo descobriram que a Tatá tinha um tumor nos rins.

Tata 1

Da Bahia, as duas vieram para Brasília, passaram pelo HMIB e depois para o Hospital de Apoio. Naquela época, o Hospital da Criança de Brasília José de Alencar (HCB) não estava pronto ainda. Foi no Hospital de Apoio mesmo que a Tatá começou o tratamento com quimioterapia, radioterapia e cirurgia. Depois, claro, foi para o HCB. Foram tempos difíceis, a Edilene conta que chegou a ficar um ano em Brasília, sem poder voltar para casa: “Era só eu e ela, além da Abrace que já tinha nos acolhido na Casa de Apoio. Ao longo desses quase oito anos, eu vi a sede da Abrace crescer e se expandir”, lembra.

A notícia boa é que depois de tudo isso, a Tatá está a caminho de ser considerada livre da doença. Há alguns anos, mãe e filha vêm para o Distrito Federal só para fazer o acompanhamento com os médicos do HCB. O que a Edilene guarda na memória são os passeios que fez com o pessoal da Abrace. “Eu nunca tinha ido ao Zoológico. Foi a primeira oportunidade que tive de conhecer os bichos. Lembro também quando fomos a um hotel fazenda, foi muito legal. A gente pode descansar e curtir um dia fora da rotina com os filhos da gente.”

Hoje, os planos mudaram e o pensamento já está lá no futuro. Quem conta é a própria Tatá: “Eu estudo, faço curso de informática e, depois que acabar, quero fazer um curso de cabeleireira”. Aliás, a vontade de seguir na profissão é tanta que ela até já aprontou uma no próprio cabelo. “Uma dia eu cheguei em casa e ela estava de cabelo cortado, meio torto. Tive de arrumar”, conta a mãe dando risada.

Tata 2

A Tatá já faz até as unhas das vizinhas e colegas. E não pense que é de graça, não. Serviço bem feito é cobrado. Um valor simbólico de R$ 5. “Isso me ajuda a comprar os esmaltes.”, explica. Quer visão mais empreendedora que essa? Avante Tatá, o seu futuro já começou!

by acls us
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