dedicação pela vida

Em meio à dor, um lampejo de esperança

Irmão de assistida da Abrace virou voluntário.

Sabe aquele momento em que parece que a gente não vai suportar tanto sofrimento, tantos problemas na vida de uma vez só? Imagine a seguinte situação: sua irmã de 2 anos descobre que tem um tumor na cabeça. Sua mãe faz de tudo para socorrê-la e providencia todo o tratamento possível, mas ainda assim, pela gravidade do caso, ela se desespera. Você vê tudo isso e faz o quê? Ajuda como pode, participa do tratamento e acompanha ao hospital. 

Mas Wilton de Oliveira, 24 anos, se viu carregando “uma cruz muito pesada”, como ele mesmo define. “Por outro lado, no meio de tudo isso, resolvi mudar a forma de olhar para nossa história e me tornar um voluntário da Abrace. A instituição nos ajudou muito, é maravilhosa e, ser voluntário é uma forma de retribuir toda a ajuda que ainda recebemos”.

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A irmã dele é a Polianna de Oliveira, que hoje tem 12 anos. Ela descobriu um tumor na cabeça em 2005, quando tinha dois e, desde então, periodicamente sai do Sítio de Abadia, que fica em Goiás, a 350 Km do DF, para fazer o tratamento no Hospital da Criança de Brasília José Alencar. Já passou por várias cirurgias para retirar o tumor, fez dois anos de quimioterapia, mas ainda não está livre da doença. “Hoje, ela está acamada, usa sonda, mas conversa, conta causos e vive com a minha mãe, lá em Goiás”, conta.

A assistida recebe todo o apoio da Abrace: “A instituição nos envia a dieta especial que ela precisa, como leite fortificado, os remédios e as fraldas”, explica Wilton. Quando Polianna vai para o tratamento no HCB, fica na casa do irmão, que se mudou para Sobradinho depois que de ter se formado em técnico de enfermagem. Uma vocação, aliás, que já existia no coração dele, mas que com toda a luta da irmã se fortaleceu e virou realidade.

Hoje, o Wilton atua na área de formação e ainda auxilia quem chega ao HCB toda segunda-feira de manhã. Ele faz parte dos voluntários do “Posso Ajudar”, que auxiliam as mães a se localizarem quando vão para alguma consulta ou exame no hospital.

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Agora, depois de ter passado por tudo isso, de continuar acompanhando o tratamento da Polianna e, ainda, ajudando as crianças assistidas no HCB, sabe o que ele tem para dizer? Olha aí: “Deus ensinou a amarmos uns aos outros, então, façamos a nossa parte ajudando ao próximo e Deus, recompensará em dobro.”

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