dedicação pela vida

Ressignificando a palavra “vida”

Você já parou para pensar no que é a morte? Será que adoecer é sinônimo de morrer? Existem questionamentos que, normalmente, não buscamos respostas no dia a dia, mas que são inevitáveis para a estabilidade da vida. Por conta disso, a Abrace trouxe para o Programa Encontro, realizado no sábado (29/07), a voluntária e psicóloga especializada em psico-oncologia Anna Cristina Pereira Hülle para falar com os pais sobre um tema bem diferente: vida e morte.

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Respondendo a primeira questão, a palestrante começou desmitificando o grande tabu criado em torno do assunto em um bate-papo descontraído, afinal, as vivências de morte estão presentes em todo o processo de desenvolvimento humano. "Buscamos aprender a lidar com ela de uma forma produtiva, fazendo com que a vida possa ser vivida criativamente e a morte possa ser aceita como um fato da vida", explica Anna Cristina.

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A psicóloga também trouxe uma resposta para a segunda pergunta: adoecer não é sinônimo de morrer, mas nos faz refletir sobre o valor da vida. "A questão da morte está presente desde o início da experiência do adoecer e ocupa um lugar central em sua trajetória. O diagnóstico destaca a nossa condição de mortal e a morte se faz ressentir ao longo da doença", destaca a palestrante.

Para Neusa Fagundes, tia da Jamile Pereira Fagundes, 6 anos, o bate-papo deu uma nova visão em relação ao tema tão assustador. "Eu não sabia como lidar com a morte. Com a palestra, aprendi que ela sempre está presente, mas precisamos aceitar", conta.

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Após a palestra, a Abrace disponibilizou profissionais voluntários da área de psicologia para dar suporte às famílias, caso sentissem necessidade. Além disso, os pais receberam de presente uma muda de planta, doada pelo Viveiro Comunitário do Lago Norte. "A vida é renovada todos os dias. Temos que superar novos desafios, obstáculos e perdas e as plantas são uma representação disso. Todos nós somos seres viventes. No fim, quando estudamos a morte, na verdade estamos trabalhando a vida. Nós devemos ressignificar o viver para que possamos dar o seu valor", explica a diretora de assistência social e hospitalar da Abrace, Maria Ângela Marini.

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Enquanto os pais assistiam a palestra, a Abrace ofereceu uma oficina para as crianças que unia música, reciclagem e literatura. Saiba mais.

by acls us
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