dedicação pela vida

Hora de retribuir

Ex-assistido da Abrace transformou o sentimento de gratidão em ajuda aos pequenos que estão em tratamento

Reginaldo Lopes Gomes morava com os pais e três irmãos no Piauí quando foi diagnosticado com leucemia linfoide aguda (LLA), em 2002. Ele tinha 13 anos. Recorda que passou por muitos momentos difíceis durante o tratamento, mas o apoio da mãe e da Abrace sempre o ajudaram a superar todos os desafios.

Para Reginaldo, a instituição foi uma luz no fim do túnel durante o tratamento. “Eu fiquei abalado. Depois que eu fui para a Abrace, me senti melhor e fui me recuperando”, explica. Hoje, com 30 anos, Reginaldo decidiu se fixar em Brasília. Adora a cidade Natal, Piauí, mas escolheu a capital para ser seu lar. Casou-se e há quatro anos passou a atuar na carreira de barbeiro. Sua vida seguiu, mas o contato com a instituição que o ajudou não acabou. “Hoje, graças a Deus, eu estou curado. Conheci muitas pessoas na Abrace e isso foi muito bom para a minha recuperação”, lembra.

Maria Lúcia Barros, coordenadora do Núcleo de Assistência e Hospitalidade (NAH), faz questão de manter o laço que se construiu com os antigos assistidos – hoje, curados - e transforma o sentimento de gratidão deles em ajuda aos novos hóspedes. “O Reginaldo me disse que estava com um salão e se ofereceu sempre que precisasse vir, durante a sua folga, cortar os cabelos das crianças. Acho a atitude maravilhosa”, conta. Há um ano o profissional é solicitado para atender os jovens clientes.  

Jeshuan Said, de 4 anos, é um deles. Pela terceira vez tem os cabelos aparados por Reginaldo, a criança relaxa tanto que chega a cochilar. Sua mãe, Sailubith Savone, conta que desde bebê seu pai tinha que segurar a cabeça dele para o corte não ficar torto. Ela vê com bons olhos a ação. “Eu acho muito bom porque é uma forma de contribuir com o que já viveu”, opina. Além de embelezar, Reginaldo consegue promover um momento de descontração com as crianças e adolescentes que tem uma rotina entre hospitais, exames e espera.

“Sou feliz aqui em Brasília!”, diz Reginaldo, que durante o seu tratamento ia à cidade natal de 6 em 6 meses. No entanto, para o rapaz, grande parte dessa felicidade vem da oportunidade de retribuir à instituição toda a assistência recebida quando era mais novo. “Eu corto os cabelos das crianças quando eles estão caindo. A abrace me ajudou muito. Assim como eles me deram, eu tento retribuir e dar a minha força para quem está ainda no tratamento”, acredita.

 Texto: Geovanna Gravia

 

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