dedicação pela vida

Pai que abraça: cuidador em sua essência

Quem vê Lucas Fonseca contando sobre o tempo em que se mudou de Patos de Minas, MG, para servir o exército em Brasília, há 37 anos atrás, não concebe o tamanho das responsabilidades que passaria a assumir com essa transição. Nem ele mesmo imaginava. Mas, firmemente, resume toda sua vivência em uma só frase: “sempre estou pronto.”

A primeira oportunidade de provar isso foi quando assumiu a paternidade dos netos para que os pais das crianças pudessem seguir suas vidas profissionais em outras capitais. Chegou a cuidar de 7 crianças junto com sua esposa - atualmente moram somente 4, de idades diferentes. O que poderia ser um caos, tornou-se felicidade. “Onde cabe um, cabe mil”, diz o casal que faz questão de ter a casa cheia.

O verdadeiro teste de Lucas aconteceu em duas ocasiões específicas. Quando a esposa teve que iniciar o tratamento de um câncer no intestino e precisou de muita atenção. A segunda foi ao descobrir o diagnóstico de leucemia linfoide aguda da neta. “Estava em Patos, iniciando um trabalho, quando recebi a notícia. Voltei e fiquei. É amor, tem que ter coração”, disse Lucas ao relembrar o momento em que deixou tudo, porque teve certeza de que era importante estar ao lado da neta.

Ele acompanhou a jovem Adriany Esthefany Fonseca, 16 anos, em toda a rotina de internações e tratamento. “Sempre fui presente, nunca faltei uma consulta dela. Tem que ser forte. Para dar remédio tinha que ser até na boca, mas tem que cuidar”, comenta o avô. Ele confessa que a neta deu trabalho, era um pouco rebelde, mas com muito amor conseguiu atravessar até os momentos mais difíceis. “Minha relação com ela é mais do que pai”, conclui.

O segredo de Lucas é se agarrar na fé. Segundo ele, esse ensinamento é uma herança de seus pais que sempre exemplificaram como são eles que devem ser os espelhos da casa. O senhor, de 57 anos, acredita que a educação mudou com o passar dos anos, mas uma coisa permanecerá igual “temos que ter Deus acima de tudo.” Ele repassa isso diariamente para os netos em forma de conselhos.

Além disso, os incentiva a estudar. Lucas deseja que a Adriany se torne médica, mas ela tem outros planos. Tudo bem. Em sua mente, o importante é que ela continue como ele a enxerga “uma mulherona”, de acordo com suas palavras. O avô sente por não poder dar mais ou dar igual a todos, mas entende que está fazendo o melhor. Afinal, a moça não pensa em sair da sua casa.

Enquanto isso, o avô segue colecionando experiências de vida. Sem pensar muito, somente seguindo a rotina, como o sentimento manda. “Cada um tem um coração diferente. Temos que se apegar uns aos outros, porque amanhã pode ser a gente”, ensina, mais uma vez, o cuidador de Adriany.

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Texto: Tainá Vieira

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