dedicação pela vida

Exemplo de ressignificação

Recurso público do MPDFT reinvestido por meio de projeto se torna melhoria na vida de nossos assistidos

Há males que vem para o bem! Todos já ouviram esse dito popular alguma vez na vida, mas já imaginaram ele se tornando realidade? Foi isso que a Abrace conseguiu por meio do projeto “Nós podemos muito mais: trabalhando em rede com a rede”, conduzido pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Uma proposta da promotoria criminal e do Tribunal de Júri do Guará para dar um destino social às fianças estipuladas em audiências fez com que o recurso atendesse a dois pedidos de assistência da Abrace.

Maria Auxiliadora Redzutserewe, 17 anos, e Vitória Vieira, 12 anos, são assistidas da instituição. As duas precisavam urgentemente de dispositivos que proporcionassem mais qualidade às suas vidas. A primeira teve um quadro clínico já conhecido em sua família, um tumor sarcoma sinovial, o qual acomete as articulações que envolvem os ossos. Por isso a jovem precisou amputar sua perna esquerda. Já a segunda combate um câncer neuroblastoma que, entre outras sequelas, a fez perder os movimentos das pernas.

 

Diagnósticos sérios, trouxeram consequências que implicam diretamente no modo de viver das jovens. Maria usa muletas para se locomover e Vitória utiliza uma cadeira de rodas adaptada. O problema é que os objetos já não eram mais adequados para as meninas. Uma cresceu, a outra sentia dores em lugares diferentes.

Graças à parceria duradoura da Abrace com o MPDFT aconteceu a ponte entre benefício e beneficiado. As assistidas receberam uma prótese modular transtibial – para que seja adaptada ao seu crescimento – e uma cadeira de rodas infantil projetada de acordo com as medidas. Maria Angela Marini acredita que parcerias como essa conseguem atender necessidades pontuais urgentes, mas de alto custo para a instituição. “Feliz em poder contar com a Coordenadoria Executiva de Medidas Alternativas (Cema) para atendermos a mais duas, afinal a prótese e a cadeira trarão maior independência para elas se desenvolverem”, agradece a presidente.

 

A mãe de Vitória, Helena Vieira, concorda. Quando conta a retrospectiva com a filha, ela lembra da adaptação rápida da jovem e que ela gosta de ser independente. “Está adorando a cadeira, sobe na cama sozinha, pega água no filtro... antes tudo era eu que fazia, agora ela tira de letra”, anima-se a mãe.

 

Quem imagina que pagar uma fiança poderia ajudar tanto? De acordo com o setor de medidas alternativas do Ministério Público do Guará, essa é uma maneira de utilizar melhor o dinheiro recebido da sociedade civil: ajudar principalmente a comunidade local.

Texto: Tainá Vieira

 

by acls us
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