Abrace completa 34 anos de dedicação pela vida

A instituição oferece suporte para crianças e adolescentes durante o tratamento contra o câncer
Publicado dia 09/07/2020 às 20h00min

Em 1986 um grupo de pais que passavam por uma fase complicada com seus filhos em tratamento contra o câncer se uniram em prol de uma causa maior: ajudar outras crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social a vencer essa batalha. Assim nasceu a Abrace, que completou em maio 34 anos de assistência com uma trajetória construída e consolidada através da solidariedade.

São mais de três décadas contando com o apoio de parceiros, comunidade e voluntários que trabalham para que a Abrace atue de forma humanizada. Através dessa corrente do bem, a instituição contribuiu para o aumento do índice de cura do câncer infantojuvenil no Distrito Federal de 50% para 70%, e para a redução do índice de abandono do tratamento de 28% para zero.

Maria Angela Marini faz parte dessa trajetória junto com seu marido Roberto Nogueira, primeiro presidente da Abrace. Enfrentando a luta da filha, que venceu o câncer e hoje é jornalista, ela foi uma das fundadoras e atualmente desempenha como voluntária a missão de presidente da instituição.

“Historicamente, avalio que cada década e cada ano de ininterruptas atividades na assistência social às inúmeras famílias que foram ou ainda estão sendo assistidas pela Instituição, representam muitas vitórias na vida da Abrace. Grandes desafios foram enfrentados desde o começo, seja no atendimento aos assistidos como no cumprimento das obrigatoriedades que legalmente são exigidas. No entanto, os voluntários fundadores abraçaram essa causa e também aqueles que os sucederam, pois chegaram agregando valores, conhecimentos e experiências ao trabalho voluntário contribuindo para perseverar a obra, que cresceu e progrediu”, pondera.

Abrace o futuro

Além de prestar assistência social, a Abrace também promove mudanças importantes na vida dos assistidos e de suas famílias através de vários projetos educativos e capacitações para o mercado de trabalho. A presidente lembra que muitas famílias são impactadas por questões sociais que se agravam durante o período de tratamento dos filhos, como perda de emprego, dificuldades no deslocamento para hospitais, além do desafio de manter o equilíbrio emocional diante da situação. “O dia a dia da Abrace sempre é vivido no presente e no agora. São muitos projetos que gostaríamos de continuar implantando para o crescimento, em especial das famílias que acompanhamos durante o período de tratamento de seus filhos”, explica.

Atualmente, em função da pandemia do coronavírus, desafios inesperados surgiram. A instituição intensificou sua assistência considerando que crianças e jovens com câncer e hemopatias compõem o grupo de risco. Além disso, a crise mundial de saúde também segue impactando na arrecadação. “Em 34 anos de trabalho assistencial nunca vivenciamos uma situação para a qual não temos resposta: - como será o mês seguinte? Mas, obedecendo a todas as medidas emergenciais de combate ao novo coronavírus, implantamos as orientações das autoridades sanitárias mundiais e do governo local, como a quarentena, isolamento social, o uso de máscaras e álcool gel, além de orientações educativas às famílias e crianças assistidas, pois somos responsáveis pela segurança e proteção dos mesmos”, explica Maria Angela Marini.

Com gratidão, ela lembra ainda que com apoio da comunidade e de parceiros, a perspectiva é seguir firme na missão de ajudar crianças e jovens. “Se vencemos tudo isso até o presente momento, acredito que poderemos trilhar juntos, construindo para o presente (com pandemia) e para o futuro, novas soluções que ajudem a Abrace nessa jornada visando o bem das crianças e adolescentes em tratamento de câncer e hemopatias”, conclui a presidente da instituição.

Texto: Mariana Camargo

Foto: Campanha do auto abraço com fotos enviadas pelos assistidos, doadores, funcionários e parceiros da Abrace.

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