Câncer infantojuvenil: A informação é o melhor remédio.

Campanha nacional do Setembro Dourado contra o câncer infantojuvenil.
Publicado dia 02/09/2020 às 16h00min

Todo mês de setembro a Abrace participa da campanha nacional do Setembro Dourado em parceira com a Coniacc - a Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer. A finalidade é alertar aos pais e responsáveis sobre a relevância do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil. A doença em pessoas de 0 a 19 anos é mais agressiva do que em um indivíduo na fase adulta, além de evoluir mais rápido. Oncologista e pediatra do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB), Flávia Delgado, conta que o normal para uma criança é ter saúde, por essa razão é preciso ser vigilante e qualquer anormalidade e levar a criança ao hospital.

Silvia Ângela de Almeida, mãe do pequeno Miguel Almeida de apenas 3 anos de idade, que hoje enfrenta um Neuroblastoma, sabe bem disso. Ela lembra bem dos primeiros sintomas do filho, fortes dores abdominais, além de um caroço na pálpebra do olho direito. Em um mês os primeiros sinais apareceram, evoluíram e levaram Miguel a internação.

O câncer é a segunda doença que mais leva crianças a óbito no Brasil, só perde para a pneumonia que mata crianças de até 5 anos a cada 39 segundos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA) avalia-se que para cada ano do triênio 2020/2022, sejam diagnosticados 8.460 novos casos de câncer infantojuvenil no Brasil. Quanto mais cedo descobrir, maiores serão as chances de cura. Os principais sintomas são: febre persistente, dores no corpo, caroços, manchas rochas e palidez.

Maria Angela Marini, presidente da Abrace, Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias, que teve uma filha com câncer na infância, relata que é difícil identificar os sinais da doença, por esse motivo é fundamental observar. “Os sintomas muitas vezes são confundidos com processos naturais que ocorrem com a criança durante a sua infância. Aconselho aos pais e todas as pessoas cuidadoras que observem e deem atenção às queixas dos filhos. Não façam uso de medicações paliativas pois, ao invés de ajudar, podem agravar o quadro da doença. É preciso deixar que o médico pediatra avalie o pequeno paciente. A prevenção é não perder tempo, e sim, agir rapidamente em busca de ajuda médica para ter o diagnóstico correto.”



Texto: Rosana Maria

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