O Poder da solidariedade: Fazer o bem faz bem!

Com 34 anos de existência, a corrente do bem é o que impulsiona a Abrace a seguir dando assistência à crianças e jovens com câncer e hemopatias
Publicado dia 13/05/2020 às 12h00min

Todo o mundo está vivendo um momento turbulento de combate ao Coronavírus. O cenário mundial apresenta novos desafios e a necessidade de união fica evidente. Para a Abrace, a solidariedade é uma velha conhecida. Afinal, é com a iniciativa de doadores e voluntários que a instituição conseguiu oferecer assistência à crianças e jovens com câncer e hemopatias nos últimos 34 anos. Atualmente são cerca de 920 crianças e jovens assistidas e suas famílias. E é a força da empatia que tem ganhado espaço em meio às dificuldades vivenciadas por todos em meio à crise mundial de saúde.

Renate Hoerlle dos Santos, voluntária na Abrace desde 2015 guarda memórias afetuosas do trabalho que realiza. “Me tornei Voluntária da Abrace depois que me aposentei em 2014. Queria ser útil e usar minhas habilidades. Trabalhei em enfermagem pediátrica por quase dez anos, e depois de estudar letras me tornei professora durante 16 anos. Achei que na Abrace poderia unir as duas habilidades”, explica.

Segundo Renate, que atuou no projeto “Aqui você aprende!” a escolha pelo voluntariado na instituição foi realizada pensando em ajudar as crianças em tratamento a esquecer um pouco a doença. A iniciativa não só fez bem ao próximo como também para ela. “O contato com as crianças é um renovar de vida. Os sorrisos que recebo, o carinho e os abraços são um bálsamo. Eu diria que para quem pensa em se tornar voluntário, que comece o quanto antes porque você só consegue realmente sentir esse impacto, fazendo”, acrescenta.

Solidariedade

A Abrace conta com voluntários em diversas atividades, desde a atuação direta com crianças em tratamento durante os eventos, seja em ações cotidianas administrativas. Todos podem contribuir com o que sabem e com o que desejam compartilhar. Há ainda os voluntários que atuam em grupos como o Doutores com Riso ou Sinfonia da Saúde, diretamente no Hospital da Criança de Brasília José Alencar ou na Casa de Apoio.

Maria Angela Marini, que atua voluntariamente como presidente da instituição e é uma das fundadoras, lembra que a solidariedade é um chamado e uma missão que transforma a vida. “Dá ao ser humano a oportunidade de manifestar a sua humanidade! O Voluntário é uma pessoa solidária por ser capaz de doar tempo, talento, amor a outrem, sem pedir nada em troca, e cada voluntário tem a sua própria história para contar! Os resultados que recebemos permanentemente são provas de que o impacto do trabalho voluntário vai além de simples horas trabalhadas de forma semanal e eventual”, destaca.

Segundo ela, atualmente são 370 voluntários no cadastro ativo da Abrace contribuindo para a finalidade da instituição, a redução de abandono do tratamento e de sucesso na luta contra o câncer. Além disso, toda a diretoria executiva atua de forma voluntária.

Laura Ostwald, psicóloga da instituição destaca o que é presente no cotidiano de quem se propõe a ajudar. Segundo ela, alguns voluntários chegam para utilizar o tempo livre para ajudar, enquanto outros para desenvolver o lado profissional e ganhar experiência. “ As pessoas vêm desenvolver habilidades, ter contato com o outro, empatia, e acabam vendo que existem uma outra realidade e desenvolvendo modos de ajudar. Das duas formas têm retorno, que é se sentir útil, poder ver que aquilo que está fazendo para alguém faz a diferença na vida daquela pessoa”, pondera.

Idenir Cunha e Silva, de 72 anos, conta que escolheu a Abrace para se voluntariar por realização pessoal. “A minha conexão é de amor e amizade. Sou uma pequena doadora e me impacta o compromisso de estar realizando o meu objetivo nesses anos”, conta.

Isolamento e empatia

Por causa do isolamento, muitas pessoas acabam desenvolvendo ansiedade, e o controle para a instabilidade emocional pode ter a solidariedade como reforço, dando esperança em meio a um cenário incerto. Diversas pessoas estão se unindo para contribuir com o que podem e além da Abrace há abrigos e creches, lar de idosos, e instituições que dão apoio a comunidades vulneráveis. Se torna fácil encontrar quem precisa e se identificar com causas diversas.

Maria Angela destaca ainda que nunca se fez tanto pelo próximo mesmo em meio a uma crise mundial de saúde. Ela informa que apesar das medidas importantes de isolamento social, a Abrace não deixou de dar assistência social às famílias assistidas. “Não deixamos que isso nos afetasse. Temos feito chegar sempre às necessidades dessas famílias as cestas básicas, alimentos, produtos de limpeza, de higiene, tudo que é necessário para que elas tenham qualidade de vida, segurança e saúde”, relatou.

Prevendo queda nas doações de até 30% em função do contexto de pandemia, a Abrace lançou ainda em abril uma campanha salientando a necessidade do apoio da sociedade para continuar o trabalho realizado. O câncer não faz quarentena e ainda é possível ajudar de casa. Para doações entre em contato através dos telefones 3212-6000/ 99554-3305. Você também pode doar diretamente nas contas da Abrace no Banco do Brasil (Agência 3599-8, Conta 50444-0) ou no Banco de Brasília (Agência 208, Conta 614198-4), CNPJ 01.973.478/0001-60.

Texto: Mariana Camargo

Foto: Arquivo Abrace

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