Sustentabilidade e solidariedade de mãos dadas

Aquecimento global e mudanças climáticas...
Publicado dia 06/03/2020 às 03h00min

Os painéis, que produzem de 83% até 107% da energia consumida pela instituição, geram atualmente uma redução mensal de 90% nos custos. Uma economia anual de cerca de 84 mil reais que se reverte para o combate ao câncer e assistência às crianças e jovens, compra de alimentos e medicamentos, segundo a presidente da Abrace, Maria Angela Marini.

As placas funcionam conectadas em um inversor solar que envia a energia do sol transformada em energia elétrica para um quadro de luz, possibilitado seu uso em equipamentos, lâmpadas e eletrodomésticos. Ao contrário dos painéis presentes em algumas residências, que esquentam a água, as placas fotovoltaicas revertem tudo o que é captado em energia elétrica. O equipamento, que tem alto custo para instalação, só foi possível a partir de recursos do McDia Feliz de 2017.

“Em 33 anos de atividade assistencial a Abrace tem procurado com o apoio de parceiros realizar projetos que agreguem valores, com planejamento de ações que a torne mais sustentável contribuindo bastante com a assistência social às crianças, adolescente e seus familiares assistidos”, destaca a presidente Maria Angela Marini.


Ciclo sustentável

As placas integram o programa Abrace Sustentável, que é mais amplo e abrange eixos como a reciclagem de resíduos secos, reaproveitamento de resíduos orgânicos para compostagem, utilização de aterro sanitário para os rejeitos, captação da água da chuva, efluentes, além de uma horta de alimentos orgânicos, promovendo qualidade de vida, sustentabilidade, saúde e bem-estar para os assistidos pela instituição.

“O Projeto permitiu a Instituição fazer a compra e instalação de Placas Fotovoltaicas, equipamento de geração de energia elétrica solar para autoconsumo sem a emissão de CO2 na atmosfera cujo resultado é positivo na prevenção de várias doenças, inclusive, doenças respiratórias e alguns tipos de câncer”, explica Maria Angela Marini.

Juliana Batista, gerente executiva da instituição, relembra que a iniciativa veio de encontro a um olhar e carinho maior para a questão ambiental, gerando inclusive um trabalho educativo internamente com os funcionários na redução do uso de plásticos e ações cotidianas mais sustentáveis.

“Isso é importante porque muitas vezes as ONGs estão tão preocupadas com a sobrevivência, que é difícil ter esse olhar. Então a Abrace implantou isso com medidas bem eficazes e isso acaba sendo uma vitrine para que outras instituições possam se inspirar. É um trabalho educativo que envolve os funcionários e os assistidos, então a ideia é inspirar. Um processo educativo de formiguinha, mas que trouxe aprendizado para todos”, relembra.


Vitrine de boas práticas

Um dos idealizadores do projeto, Leonardo Eustaquio, diretor de eventos da Abrace, conta que a motivação para a implantação do sistema foi associar a preservação do meio ambiente à redução de gastos na instituição, deixando resultados para o presente e futuro dos assistidos, suas famílias e funcionários, e gerando economia, no mínimo, para os próximos 20 anos.

“Todas essas atitudes despertam um olhar maior para as questões ambientais. É possível perceber que mudanças que parecem pequenas podem ter grandes impactos em todo planeta. E essa lição não fica limitada aos muros da Abrace. Todos nós levamos isso onde quer que estejamos. O exemplo é transformador”, completou.

O engenheiro elétrico Maurício de Nassau, voluntário que acompanhou a instalação das placas, também lembra com carinho do trabalho desenvolvido. Para ele, o resultado foi a geração da energia limpa e uma herança educativa. “As pessoas que acompanham o trabalho da Abrace também veem que além da prevenção e tratamento contra o câncer, a instituição tem como ideia permanente o envolvimento ambiental, transformando em um processo educativo para as pessoas. Vi muita mudança, isso acaba criando uma mentalidade nova”, concluiu.

Texto: Mariana Cardoso


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