Setembro também é dourado

A cor representa o mês escolhido para trazer informação sobre o câncer infantojuvenil e de que forma obter resultados positivos no tratamento
Publicado dia 10/09/2019 às 19h00min

O câncer entre crianças e adolescentes é, atualmente, a principal causa de óbitos por doença no Brasil. São 12.600 novos casos a cada ano registrado, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). O avanço na medicina é uma ferramenta que contribui para a diminuição desse número, mas diagnosticar precocemente é fundamental. Por isso surgiu o Setembro Dourado.

Quanto menor o tempo entre o aparecimento dos sintomas da doença e a confirmação diagnóstica, cresce em 90% a chance de cura. “Na época em que minha filha teve leucemia, não se falava sobre o câncer, se falava ‘aquela doença’. Isso trazia desinformação e medo. Muitos pais recebiam a notícia e pensavam o pior, perdiam as esperanças. Quanto mais informação, mais chance de tratamento”, afirma Maria Angela Marini, presidente da Abrace.

Há 33 anos o trabalho de assistência social da instituição tem também como função o resgate da saúde do paciente e a informação à família. Em conjunto com a Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer (CONIACC), a Abrace alerta a população quanto aos sinais do câncer: palidez progressiva; sangramentos ou manchas roxas sem relação com traumas; febre prolongada sem causa definida; vômitos e dores de cabeça persistentes, principalmente pela manhã; alteração do modo de caminhar; mudança na visão; diminuição da força nas pernas ou nos braços; caroços em qualquer lugar do corpo; ínguas; dores no corpo que não passam e atrapalham as atividades das crianças; brilho branco nos olhos quando a criança sai em fotografia com flash.