Assistidos da Abrace, entre idas e vindas do hospital, fazem capoeira

José teve um filho diagnosticado com Linfoma não Hodgkin e fez o tratamento no HCB, Hospital da Criança de Brasília José Alencar, o mestre capoeirista conta que devido a doença do seu filho, decidiu ser voluntário na Abrace: “Durante esse tempo, senti necessidade de promover algum tipo de interação de alegria para que fosse contraste a esse momento tão difícil. Sou muito grato por ser voluntário e poder proporcionar alegria e descontração em um momento complicado na vida das crianças. ”
Ribamar relata que faz uma adaptação dos movimentos da luta devido às limitações das crianças em tratamento: “As aulas têm o intuito de desenvolvimento emocional e psicológico tanto para as crianças quanto para as mães, buscando tentar uma interação tanto física quanto de ritmo e musicalidade, socialização, além da autoconfiança e autoestima. ”
A psicóloga da Abrace explica como a atividade é importante para o aprendizado das crianças em tratamento: “A capoeira é uma atividade que agrega muito no desenvolvimento infantil. Falando em especial sobre os nossos assistidos, é possível notar que ela trabalha questões como relações interpessoais, estimula a comunicação e a interação entre eles, motricidade, estimula a curiosidade das crianças com os gestos e movimentos, promovendo um momento de bem estar para os participantes.”
Texto: Rosana Maria
Fotos: Mariana Cunha